O homem identificado como José da Cruz Evangelista, de 63 anos, suspeito de matar a facadas Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, foi preso neste sábado (4) após se apresentar voluntariamente na Delegacia de Polícia Civil de Confresa (MT), acompanhado de um advogado. Ele era procurado desde a madrugada, quando fugiu após o crime.
De acordo com o delegado Rogério Irlandês, responsável pelo caso, José compareceu espontaneamente à unidade policial para apresentar sua versão dos fatos. O depoimento foi marcada ainda para a tarde deste sábado.
Ainda segundo a Polícia, a vítima e o suspeito não haviam oficializado uma união, mas mantinham um relacionamento desde janeiro de 2026. Em entrevista, o delegado confirmou que no mesmo mês do início da relação, Daiany já havia registrado denúncia por ameaça contra o homem.
Na mesma época a investigação foi concluída e encaminhada para a Justiça, que concedeu uma medida protetiva de urgência para a vítima. Tanto a vítima quanto o investigado foram formalmente intimados da decisão. No entanto, segundo a Polícia Civil, Daiany voltou a morar com José, sem solicitar oficialmente o encerramento da medida.
“O processo continuou normalmente. Ela não retirou a queixa, mas acabou retomando a convivência com o suspeito. Muitas vezes a vítima não formaliza o pedido para revogar a medida protetiva por se sentir constrangida e acaba voltando ao relacionamento”, explicou o delegado.
Apesar da reconciliação, a medida protetiva permanecia ativa no momento do feminicídio.
Crime ocorreu após discussão em bar
Segundo a investigação, o casal estava em um bar na madrugada deste sábado quando iniciou uma discussão. Testemunhas relataram que Daiany deixou o local, mas passou a ser perseguida pelo marido.
Ela foi alcançada e atacada com diversos golpes de faca. A vítima morreu ainda no local antes da chegada do atendimento médico.
Após o crime, José fugiu e passou a ser procurado pelas forças de segurança, até decidir se apresentar voluntariamente na delegacia horas depois.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do feminicídio. O suspeito permanece à disposição da Justiça.
Números seguem subindo
Com a morte de Daiany, Mato Grosso chega ao 26º caso de feminicídio registrado em 2026, de acordo com o monitoramento do Observatório Caliandra, que acompanha os casos de violência letal contra mulheres no estado.
Apenas no último mês foram registrados sete crimes de feminicídio, sendo junho o mês com o maior número de casos registrados, seguido de março e maio.
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