Homem culpa personal pelo “shape” da ex e destrói academia

Uma personal trainer de Campo Grande teve seu estúdio de treinamento destruído por um carro na madrugada desta quinta-feira (25), na Avenida Tamandaré. O motorista é o ex-marido de uma aluna, que culpa a empresário pelo fim do relacionamento do casal. Horas de invadir o endereço com um veículo, o suspeito ameaçou a empresária pelo celular. Veja o momento em que ele destrói a empresa da vítima.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o homem teria feito ligações de vídeo e enviado mensagens para a personal antes de avançar contra o estabelecimento. As mensagens foram enviadas por redes sociais entre 21h50 e 23h da noite de quarta-feira (24).

Entre as frases estavam: “Você destruiu a minha família… isso você põe na sua conta”, “Você colocou ela no shape mas destruiu uma família” e “Tudo isso é culpa sua”. 

Após as ameaças, por volta das 2h53, o homem jogou o carro de ré contra a fachada do estúdio, o que acionou o alarme de segurança.

Personal que deixou mulher no “shape” viu as ameaças de madrugada 

A empresária, Taline Barbosa, estava dormindo enquanto o homem mandava as mensagens, e só chegou a ver o que ele havia mandado quando acordou às 1h30.

Segundo ela, o homem ligou diversas vezes por chamada de vídeo e mais tentativas de contato. A personal conta que conheceu o casal há cerca de um ano e meio, período em que a aluna treinava no estúdio.

A personal conta que tinha uma relação tranquila com os dois e que só soube após a separação que o homem a culpava pelas mudanças na vida e aparência da ex-esposa.

De acordo com a empresária, o suspeito acreditava que a ex-companheira estaria no local no momento do ataque, o que motivou a ação.

Academia do “shape” ficou destruída após carro ser lançado. (Foto: Reprodução)

Depois da batida, a vítima encontrou três placas de vidro da fachada destruídas, além da grade de proteção entortada e parte da estrutura danificada. Os equipamentos internos não foram atingidos.

“Graças a Deus foi de madrugada. O meu medo era que isso acontecesse durante uma aula”, contou.

O ataque foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, como dano qualificado com violência ou grave ameaça e perseguição. A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar formalmente o suspeito.

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