Com frio intenso, MS já registra mortes de gado por hipotermia

O início do inverno em Mato Grosso do Sul já acende um sinal de alerta entre produtores rurais diante do risco de morte de bovinos por hipotermia. De acordo com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), até o momento, 71 nimais morreram em decorrência do frio, o que preocupa o setor pecuário e reforça a necessidade de medidas preventivas imediatas.

Animais mortos por hipotermia em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução)
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Em 2023, Mato Grosso do Sul contabilizou a morte de 2.725 bovinos por hipotermia. Já em 2024, cerca de 540 animais morreram em decorrência das baixas temperaturas.

Com a intensificação das massas de ar frio, o risco de perdas no rebanho aumenta, principalmente em propriedades que não contam com estrutura adequada de proteção.

Segundo a Iagro, condições como baixo escore corporal, estado nutricional inadequado, idade e até características da raça influenciam diretamente na resistência dos animais às baixas temperaturas.

Animais mais jovens ou debilitados estão entre os mais vulneráveis à hipotermia, especialmente quando expostos ao vento, umidade e áreas sem abrigo.

Queda nas temperaturas eleva risco de hipotermia no rebanho do estado. (Foto: Reprodução)
Queda nas temperaturas eleva risco de hipotermia no rebanho do estado. (Foto: Reprodução)

Diante do cenário, o diretor executivo da Iagro, Cristiano Moreira de Oliveira, reforça a importância da prevenção por parte dos produtores.

“Em 2026 já foram confirmados casos de mortalidade por hipotermia nos municípios de Nova Andradina e Angélica, com registro de 71 bovinos mortos. Os produtores devem comunicar imediatamente a ocorrência à Iagro, fazer a destinação correta das carcaças, para reduzir riscos sanitários e atualizar o estoque animal nos sistemas oficiais”, apontou Oliveira.

Medidas contra hipotermia

A Iagro orienta que os produtores adotem medidas simples, mas eficazes, para reduzir riscos e evitar prejuízos:

  • Recolher os animais em piquetes com capões de mata ou áreas protegidas do vento;
  • Utilizar barreiras naturais ou artificiais para diminuir a incidência de correntes frias;
  • Evitar manter o rebanho em áreas próximas a rios, córregos ou locais úmidos;
  • Garantir abrigo para animais mais frágeis ou debilitados;
  • Reforçar a alimentação com suplementação de forragens, volumosos ou concentrados.

A suplementação é fundamental nesse período, já que o frio reduz a oferta de pastagens e aumenta a demanda energética dos animais.

Mortalidade deve ser comunicada

A agência alerta que propriedades que registrarem mortes acima do normal devem comunicar imediatamente à Iagro. O Serviço Veterinário Oficial poderá realizar inspeção para avaliar a situação.

Caso a visita técnica não seja possível, o produtor deve apresentar laudo emitido por médico-veterinário.

Comunicação imediata e descarte correto evitam riscos sanitários. (Foto: Reprodução)
Comunicação imediata e descarte correto evitam riscos sanitários. (Foto: Reprodução)

Além disso, a remoção rápida das carcaças é indispensável para evitar riscos sanitários, como o surgimento de doenças associadas à decomposição.

Em caso de dúvidas ou necessidade de orientação, os produtores podem entrar em contato com a agência pelo WhatsApp (67) 99961-9205.

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