Seleção para gerenciar Hospital Regional em MS é retomada após TCE mudar regras

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) retomou o chamamento público para a escolha da Organização Social (OS) que deve ficar responsável pela gestão do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã.

Fachada do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto (Foto: Prefeitura de Ponta Porã)

O processo estava suspenso e sofreu alterações no critério de pontuação após determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS). A recomposição foi publicada no Diário Oficial Eletrônico (DOE) desta terça-feira (23) – acesse na íntegra ao fim desta matéria.

A mudança no certame ocorreu porque a Corte de Contas exigiu a exclusão do quesito “metodologia valor em saúde” da avaliação das propostas técnicas. Com a mudança na regra, a pontuação máxima possível para as concorrentes caiu de 180 para 173 pontos.

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As notas, então, foram recalculadas pela comissão de julgamento e o cenário da disputa mudou, resultando na liderança de um novo instituto e na desclassificação de duas concorrentes.

Mudança e desclassificações

O recálculo das notas colocou o Instituto Social Mais Saúde (ISMS) na liderança provisória do certame, com 171,0 pontos. Logo atrás, em segundo lugar, ficou o Instituto Saúde e Cidadania (Isac), que somou 168,16 pontos.

Por outro lado, duas organizações sociais foram retiradas da disputa nesta etapa:

  • Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas): alcançou 114,5 pontos, mas foi desclassificado em cumprimento a decisões anteriores do próprio TCE-MS e da SES.
  • Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD): obteve 69,5 pontos, mas acabou eliminada devido a um erro formal. A ausência de índice remissivo de documentos e folhas na proposta técnica apresentada.

A partir desta terça, corre o prazo de 3 dias úteis para que as organizações sociais apresentem recursos administrativos contra as notas ou contra as desclassificações publicadas.

A definição final de qual empresa assumirá a gestão dos leitos e do atendimento médico na região de fronteira dependerá do julgamento desses recursos pela própria SES.

Acesse a publicação na íntegra.

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