PM retira indígenas que ocupavam fazendas em Sidrolândia

A Polícia Militar retirou indígenas que ocupavam duas fazendas desde sábado (13), em Sidrolândia. Conforme a Polícia Militar, durante a ação houve incêndio em residências e furto de insumos das propriedades. Equipes seguem na região.

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As fazendas ocupadas foram a Água Clara e São Sebastião. Imagens divulgadas pela PM mostram residências completamente destruídas pelo fogo na Fazenda São Sebastião.

Maquinários agrícolas também teriam sido danificados, e árvores foram derrubadas e utilizadas como barricadas para impedir a ação policial, conforme a corporação.

Foram mobilizadas equipes do Comando de Policiamento Metropolitano, do Batalhão de Choque, do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária e do Batalhão Rural.

Residência destruída pelo fogo durante a ocupação dos indígenas. (Foto: Divulgação PM)

As equipes permanecem no local para evitar um possível retorno dos indígenas e também apuram a eventual localização de objetos furtados que, segundo a PM, poderiam estar com lideranças indígenas da Aldeia Buriti.

Segundo a corporação, neste momento, “a situação na região é de total calma e normalidade”. Equipes da perícia técnica já estão nas propriedades realizando o levantamento dos danos materiais, do furto de insumos e dos prejuízos causados aos maquinários e às estruturas das fazendas.

Todo o procedimento será encaminhado à Polícia Civil.

Famasul repudiou ocupação

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou nota repudiando as ocupações. Segundo a federal propriedade rural foi adquirida de maneira legítima pelo proprietário, e é alvo de processo há anos na justiça e ainda está em fase demarcatória. Leia a nota na íntegra a seguir.

“A Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, repudia com veemência o ato criminoso ocorrido na Fazenda São Sebastião, no município de Sidrolândia, neste sábado (13). A propriedade rural, adquirida de maneira legítima pelo proprietário, foi invadida e depredada por um grupo criminoso formado por indígenas.
Os invasores atearam fogo, roubaram maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gados. A sede e toda a estrutura da propriedade rural foram queimadas, causando prejuízos incalculáveis e impedindo o legítimo exercício da atividade produtiva. Árvores foram derrubadas e transformadas em barricadas na tentativa de impedir que a polícia chegasse aos criminosos.
A fazenda é alvo de processo que se arrasta há anos na justiça e ainda está em fase demarcatória.
A Federação reforça que o direito de propriedade privada é previsto na Constituição e deve ser respeitado. Não podemos aceitar que produtores rurais continuem arcando com prejuízos materiais e psicológicos sem responsabilização dos criminosos e sem qualquer ressarcimento pelas perdas que são resultado da impunidade. É urgente a adoção de medidas firmes e efetivas que assegurem o cumprimento da lei e a segurança jurídica no campo.
É preciso que a Justiça e as autoridades competentes ajam com firmeza, investigando, identificando e responsabilizando os autores do ataque na fazenda São Sebastião. É inadmissível que qualquer pessoa, independentemente da etnia, atente contra a propriedade privada, contra a segurança jurídica e permaneça impune. A Famasul continuará atuando de forma incansável pela paz no campo, pelo respeito ao Estado de Direito e pela segurança jurídica que garantem a produção, o desenvolvimento e a harmonia social em Mato Grosso do Sul.”

Famasul.

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Residência destruída pelo fogo durante a ocupação dos indígenas. (Foto: Divulgação PM)

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