A previsão do tempo e os impactos diretos do clima na produção rural são destaque neste episódio do podcast Agro de Primeira, que recebe o meteorologista Natálio Abrahão para analisar o cenário climático em Mato Grosso do Sul e os reflexos no campo e nas cidades. Apresentado por Edevaldo Nascimento, o programa reúne histórico, evolução tecnológica e projeções detalhadas para o inverno, com datas e períodos que exigem atenção do produtor. (assista ao episódio completo no YouTube acima ou clique no link abaixo para ver ou ouvir no Spotify)
Tecnologia e dados fortalecem decisões no campo
Natálio destaca a evolução da meteorologia, que sai de medições manuais para sistemas com satélites, sensores e modelos climáticos mais precisos, ampliando o acesso à informação e reduzindo riscos na produção.
“Só os mais bem preparados, quem tem informação, é que consegue tomar decisão com mais segurança diante do clima”, apontou o meteorologista.
Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com dezenas de estações meteorológicas que ajudam a monitorar variáveis como chuva, temperatura e umidade, fundamentais para decisões no plantio, manejo e colheita. Segundo o especialista, quanto maior a rede de dados, maior a confiabilidade das previsões e o suporte ao produtor no dia a dia.
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Frente fria a caminho: junho tem previsão de geada e temperaturas de 3°C; saiba quando
Inverno atípico acende alerta no Estado
O meteorologista aponta um comportamento fora do padrão neste ano, com mudanças já previstas ao longo das próximas semanas.
“Junho está indicando que será um mês atípico, com previsão de chuva dentro ou até acima da média para o Estado”, explica Abrahão.
De acordo com ele, a média histórica de junho gira entre 40 e 45 milímetros, mas há previsão de volumes maiores neste período, algo incomum para o inverno na região. Além disso, o mês deve registrar duas ondas de frio: uma entre os dias 15 e 19 de junho, com maior intensidade, e outra entre 25 e 29 de junho, já na transição para o inverno.

Em julho, especialmente entre os dias 11 e 17, o estado deve enfrentar novo período de frio, com possibilidade de nevoeiros e chuvas fracas. Já em agosto, o cenário muda completamente, com previsão de estiagem nos primeiros 15 a 20 dias e temperaturas acima de 35°C.
A partir do fim de agosto, as chuvas retornam de forma irregular e intensa, com volumes de até 50 a 60 milímetros em 30 a 40 minutos, o que aumenta o risco de tempestades e enchentes.
Segundo o especialista, esse padrão está ligado à possível formação de um El Niño, que pode intensificar extremos climáticos no Estado. Diante disso, ele reforça que o uso de informações meteorológicas se torna essencial para planejamento, prevenção de perdas e segurança no campo e nas cidades.
