A síndica Selma Guimarães Souza denunciou uma moradora de um condomínio em Várzea Grande por perseguição, injúria racial, ameaças e agressão física. Segundo ela, os ataques começaram após laudos técnicos apontarem que uma infiltração no apartamento da suspeita não era responsabilidade da administração do condomínio.
Selma assumiu a função recentemente, depois que o antigo síndico foi destituído do cargo. Conforme o boletim de ocorrência, a moradora ficou revoltada ao ser informada de que o problema no banheiro dela teria origem em outro apartamento, e não em falha da gestão condominial.
Parte da confusão foi registrada por câmeras de segurança. Nas imagens, segundo a denúncia, aparecem momentos de tensão, agressões e ofensas racistas dirigidas à síndica. Veja abaixo:
Em entrevista à TV Centro América, Selma contou que a moradora passou a questionar a legitimidade dela no cargo e a atacá-la com ofensas raciais.
“Primeiro ela começou a dizer que eu não representava o condomínio, que eu era uma síndica que não tinha perfil de síndica, que eu era nojenta, que eu era preta, uma preta nojenta, e que eu ia resolver o problema dela, que ia mandar o laudo naquele dia. E aí eu desviava dela. E ela começava a falar. E ela falava muitas palavras, muitas palavras feias. Ela batia na mesa”, relatou.
A síndica disse que tentou se afastar por medo de ser agredida. Segundo Selma, dois homens que estavam no local precisaram intervir para impedir que a moradora a atingisse.
“Fiquei me esquivando dela com medo de ela me bater. E foi nessa hora que ela levantou a mão, mas os dois rapazes já viram que ela estava muito nervosa e ficaram em pé do meu lado. E nesse momento que ela foi para levar o tapa na minha cara, eles passaram na frente, me defendeu”, contou.
Abalada, Selma afirmou que as ofensas deixaram marcas emocionais. “Ouvir tudo isso é doído, dói na alma.”
O caso foi registrado na Polícia Civil, que investiga a denúncia.
Procurada, a moradora envolvida no caso preferiu não se pronunciar.