Francis Maris assume a presidência da ZPE de Cáceres com foco em resolver gargalo energético

O principal projeto de industrialização e fomento ao comércio exterior da região oeste de Mato Grosso passa a contar com uma nova liderança política e empresarial em seu comando. O ex-prefeito de Cáceres, Francis Maris, foi oficialmente oficializado como o novo diretor-presidente da Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (AZPEC). A escolha estratégica foi chancelada por decisão unânime do Conselho de Administração da entidade durante uma reunião de alinhamento realizada nesta terça-feira (2), na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), em Cuiabá. A mudança de comando marca o início de uma nova e decisiva etapa para a ZPE, que agora busca acelerar a atração de suas primeiras indústrias instaladas e ampliar de forma expressiva a participação do estado no mercado internacional.

Segundo as informações detalhadas divulgadas em nota conjunta pela Sedec e pela própria AZPEC, Francis Maris assume as rédeas da autarquia com a complexa missão de transformar a área de livre comércio em um polo industrial forte e altamente voltado à exportação de produtos de valor agregado. O principal desafio técnico e estrutural apontado pelo novo gestor para viabilizar o projeto é a ampliação urgente da capacidade energética disponível para suportar o funcionamento dos futuros empreendimentos industriais.

Infraestrutura elétrica é apontada pelo novo presidente como fator decisivo para investidores

Durante a primeira apresentação formal de suas metas e prioridades, Francis Maris destacou com firmeza que a robustez da infraestrutura elétrica local será o fator determinante para garantir a atração de grandes investidores. Conforme o que foi apurado junto à administração da ZPE, a nova diretoria pretende, como passo inicial, identificar com precisão a capacidade atual de fornecimento da rede da concessionária e mapear os aportes financeiros e investimentos necessários para atender à futura e pesada demanda industrial.

A estratégia de mercado desenhada pela nova gestão prevê direcionar esforços para a captação de empresas ligadas diretamente às cadeias produtivas do agronegócio que já se encontram consolidadas e consolidadas no território de Mato Grosso. A lista prioritária de prospecção inclui os setores de:

  • Grãos e Fibras: Empresas focadas no processamento interno de grandes culturas como a soja, o milho e o algodão;
  • Proteína Animal: Indústrias voltadas à agregação de valor na cadeia de carnes e na produção de leite;
  • Recursos Naturais: Empreendimentos de beneficiamento nos setores de madeira e de rochas ornamentais;
  • Foco Comercial: Proposta técnica de ampliar o valor agregado da produção regional antes do despacho para a exportação.

Francis Maris assume após saída de Aécio Rodrigues, que se dedicará à MT Gás

A nomeação e posse de Francis Maris ocorrem imediatamente após a saída programada de Aécio Rodrigues, que comandava as ações da AZPEC desde o mês de março de 2025. Segundo a nota explicativa emitida pela administração, o antigo gestor decidiu deixar a função para concentrar integralmente a sua atuação profissional na presidência executiva da companhia MT Gás. Ao avaliar publicamente o período em que esteve na liderança da entidade aduaneira, Aécio afirmou que sua equipe trabalhou intensamente para concluir todas as etapas burocráticas e físicas fundamentais ao início das operações alfandegárias da ZPE. Com essa fase superada, o foco total passa a ser a ocupação industrial dos lotes e a consequente geração de emprego e renda para a população da região oeste.

A nova diretoria da AZPEC informou que pretende iniciar de forma agressiva, ainda neste segundo semestre, uma extensa agenda de promoção institucional e rodadas de negócios junto a investidores e federações empresariais. Entre as principais ações estratégicas fixadas para os próximos meses destacam-se a realização de roadshows nacionais para apresentação das oportunidades logísticas da ZPE, visitas técnicas a federações das indústrias em diferentes estados, negociações diretas com potenciais investidores de grande porte do mercado nacional e internacional, além da busca por soluções definitivas para expandir o fornecimento de energia elétrica na área.

Estrutura e Gestão da ZPE de Cáceres Informações Oficiais e Diretrizes (2026)
Novo Diretor-Presidente Francis Maris (Ex-prefeito de Cáceres)
Principal Gargalo Mapeado Capacidade de infraestrutura de energia elétrica
Antecessor no Cargo (AZPEC) Aécio Rodrigues (Gestão desde março de 2025)
Modelo de Incentivos Ativos Benefícios fiscais, tributários e aduaneiros federais
Foco de Atração de Indústrias Cadeias do agro: Soja, milho, algodão, carnes e madeira

As Zonas de Processamento de Exportação funcionam como áreas de livre comércio incentivadas diretamente pelo governo federal, oferecendo um robusto pacote de benefícios tributários e aduaneiros exclusivos para corporações que produzem com foco voltado ao mercado externo. A expectativa da administração estadual é de que a estrutura consolidada em Cáceres contribua para diversificar a economia regional, gerar empregos de qualidade e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras ao longo deste ano de 2026.

A posse do ex-prefeito Francis Maris na presidência da AZPEC traz à tona um debate antigo e incômodo sobre os atrasos crônicos no desenvolvimento do interior de Mato Grosso, evidenciando que inaugurar a estrutura física de uma Zona de Processamento de Exportação com pompa e discursos políticos de nada adianta se o Estado falha no básico e entrega uma área industrial sem a energia elétrica necessária para ligar as máquinas de qualquer fábrica de médio porte, embora defensores do agronegócio e gestores da Sedec lembrem com frequência que a consolidação de uma ZPE é um processo de longo prazo que exige paciência regulatória e que a atração de cadeias pesadas como a soja e a carne funcionará justamente como o imã definitivo para forçar os investimentos em subestações e linhas de transmissão que a região oeste tanto necessita, demonstrando de forma cristalina que o sucesso da nova gestão dependerá da agilidade em transformar promessas institucionais em megawatts reais na tomada ao longo deste ano de 2026. Você considera que o Governo de Mato Grosso deveria utilizar os recursos bilionários dos impostos arrecadados com o agro (como o Fethab) para bancar diretamente toda a infraestrutura de energia e pavimentação interna da ZPE de Cáceres, ou acredita que os investimentos na rede elétrica devem ser custeados exclusivamente pela concessionária privada de energia e pelas próprias indústrias que decidirem se instalar no local? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

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