Rondonópolis reduz acidentes pela metade e fecha ‘Maio Amarelo’ com megamutirão no Centro

O fechamento da campanha internacional “Maio Amarelo” mobilizou a região central de Rondonópolis com uma grande ofensiva de conscientização.

Uma ação conjunta entre as secretarias municipais de Mobilidade Urbana (Semob) e de Saúde (SMS), realizada na Rua Dom Pedro II, levou para a pista simulações de direção, exames médicos gratuitos e orientações diretas aos motoristas sob o lema institucional: “Escolha voltar para casa – Desacelere!”.

Os esforços contínuos de engenharia de tráfego e educação viária na cidade já apresentam resultados práticos consolidados.

De acordo com o balanço da Semob, Rondonópolis conseguiu reduzir o volume total de acidentes urbanos em cerca de 50%, enquanto o índice de vítimas fatais registrou uma queda de 16%.

Força-tarefa integrada na Rua Dom Pedro II

O pit stop de encerramento funcionou como uma engrenagem integrada entre forças policiais, órgãos de trânsito estaduais, federais e entidades civis. A estrutura montada no coração comercial da cidade contou com a participação de:

  • Polícia Rodoviária Federal (PRF) — incluindo a presença de Zion, o cão farejador da corporação que interagiu com as crianças;

  • Polícia Militar (PM) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran);

  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e concessionária Nova Rota do Oeste;

  • Sest/Senat, Uniplan, Mercadão dos Óculos e a Associação Rondonopolitana de Carros Antigos (Arca), que promoveu uma exposição de veículos clássicos para atrair o público.

Para o secretário de Mobilidade Urbana, Thales Tatí, embora as estatísticas apontem para uma melhora expressiva na segurança das vias, a meta da gestão é zerar as ocorrências evitáveis. “Uma vida é algo que simplesmente não tem preço. Estamos atingindo os objetivos traçados, mas queremos ir além. Por isso, esse modelo de abordagem educativa não vai sumir com o fim do mês de maio”, assegurou o chefe da Semob.

O gargalo nos hospitais: O impacto invisível dos acidentes

Um dos pontos altos da mobilização foi evidenciar o cordão umbilical que une a direção perigosa ao colapso do sistema público de saúde. Longe de ser apenas um problema de tráfego, o desrespeito aos limites de velocidade afeta diretamente a gestão dos hospitais municipais e regionais.

O secretário municipal de Saúde, Mykaell Vitorino, detalhou como os traumas e as colisões urbanas travam a fila de atendimento da população que aguarda por procedimentos de rotina:

“Uma população que dirige com consciência ajuda diretamente a desafogar as nossas unidades de pronto atendimento. Hoje, nós enfrentamos um gargalo gigantesco e histórico na fila das cirurgias eletivas devido à necessidade imediata de direcionar médicos, equipes de enfermagem, insumos e salas cirúrgicas para salvar a vida de vítimas emergenciais de acidentes. Reduzir o trauma no asfalto é abrir espaço para quem espera por uma cirurgia programada”, explicou Vitorino.

Diante do impacto socioeconômico e hospitalar, a Prefeitura de Rondonópolis confirmou que o comitê integrado de segurança viária estenderá o cronograma de blitzes educativas e palestras de orientação em empresas e escolas ao longo de todo o segundo semestre.

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