A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, publicou a edição 19/2026 do Boletim Epidemiológico das arboviroses.
Os dados consolidados apontam uma redução acentuada na média semanal de notificações de Dengue e Chikungunya na capital em comparação com o ano anterior.
Apesar do recuo no acumulado anual — reflexo direto da intensificação do combate ao mosquito Aedes aegypti —, as autoridades de saúde alertam que o cenário exige cautela devido a oscilações e repiques de casos de Dengue registrados nas últimas semanas.
Dengue liderar registros e acende sinal amarelo
A Dengue continua sendo a arbovirose de maior impacto na capital mato-grossense. No balanço geral, Cuiabá apresenta os seguintes indicadores:
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Casos: 970 notificações e 419 diagnósticos confirmados;
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Incidência: 50,7 casos para cada 100 mil habitantes;
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Média Semanal: Queda de 47,6% nas notificações, recuando de 92,6 casos semanais em 2025 para 48,5 em 2026;
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Letalidade: 1 óbito confirmado em decorrência da doença este ano.
O ponto de atenção: Embora o acumulado do ano seja menor do que o de 2025, os registros das últimas dez semanas superaram os índices observados no mesmo período do ano passado. Apenas na 20ª Semana Epidemiológica, a capital computou seis novos casos de Dengue.
Chikungunya desaba 99% e Zika segue controlada
O principal destaque positivo do boletim técnico é o recuo drástico da Chikungunya. A média semanal de notificações da doença despencou 99,1%, passando de uma marca expressiva de 538,9 registros semanais no ano passado para apenas 5,1 em 2026.
Atualmente, Cuiabá contabiliza 102 casos notificados e 99 confirmados de Chikungunya (incidência de 7,2 por 100 mil habitantes). O dado mais celebrado pela Vigilância é que não houve nenhuma nova notificação da doença nas três últimas semanas avaliadas.
O vírus Zika também apresenta comportamento estável e sob controle na cidade. Foram registradas apenas oito notificações e três casos confirmados em 2026 (incidência de 0,4 por 100 mil habitantes), com uma única nova notificação na última semana epidemiológica.
Ofensiva contra o vetor: Quase meio milhão de imóveis vistoriados
Para conter o avanço do mosquito transmissor, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental deflagrou uma grande operação de controle vetorial e varredura de focos pela cidade.
As equipes de combate às arboviroses vistoriaram 457.196 imóveis em diversas regiões da capital. Desse total, 47.961 residências e 53.738 depósitos receberam tratamento químico direcionado. Além das ações de bloqueio com larvicidas, os agentes realizaram a eliminação física de 14.540 depósitos com potencial para se transformarem em criadouros ativos do mosquito.
Vacinação de 10 a 14 anos e perigo da automedicação
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o sucesso do bloqueio das doenças depende da contrapartida dos moradores na limpeza de quintais e eliminação de recipientes com água parada.
Outro pilar estratégico é a imunização. A vacina Qdenga está disponível gratuitamente nas unidades públicas de saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em um esquema composto por duas doses.
As autoridades fazem um apelo final: diante de sintomas suspeitos — como febre, dores no corpo, mal-estar generalizado e manchas vermelhas na pele —, a população jamais deve se automedicar. Medicamentos incorretos podem agravar o quadro clínico, especialmente em casos de Dengue hemorrágica. A orientação oficial é procurar imediatamente o posto de saúde mais próximo para acolhimento e avaliação médica.
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