Cachorro queimado em pet shop tem problema no fígado e inicia nova fase do tratamento

O cachorro Tedy, que sofreu queimaduras durante um banho em um pet shop clandestino, permanece internado há 17 dias e realiza tratamento para sequelas no fígado. A atualização é desta sexta-feira (29).

De acordo com o veterinário que acompanham o cão, Tedy apresenta um quadro de saúde estável e está mais alegre. Exames de sangue constataram melhora clínica, contudo, a situação do fígado do animal preocupa o profissional. Inflamado, o órgão apresenta um quadro de hepatite.

Tedy sofreu queimaduras graves durante banho e tosa em pet shop de Cuiabá. – Foto: Arquivo pessoal

Ainda conforme o veterinário, o cãozinho está tomando menos medicamentos, e tomando mais suplementos, está comendo bem, conseguindo ingerir ração seca.

Ele também deve passar por laser terapia para ajudar a descolar necrose da pele para tratar as sequelas das feridas, o que pode deixá-lo vulnerável a bactérias. Entretanto, não há previsão de alta médica.

O caso Tedy

O caso do cachorro Tedy, acendeu um alerta sobre a segurança destes estabelecimentos e a necessidade dos tutores dos animais redobrarem os cuidados ao escolherem serviços de banho, tosa e estética animal.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT) orienta que os responsáveis pelos animais exijam transparência dos estabelecimentos. A principal recomendação é verificar se o local possui um Responsável Técnico (RT) médico veterinário a serviço.

O animal de 6 anos, foi levado pela tutora do animal, Maria Lucilene Silva Barros, no dia 13 deste mês a um pet shop localizado no bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá, e retornou para casa com queimaduras de segundo grau pelo corpo.

A tutora denunciou o caso à Polícia Civil e o pet permanece internado desde então. Na mensagem enviada à tutora, a responsável pelo estabelecimento alegou que o cachorro teria se queimado após um suposto defeito na máquina de secar.

De acordo com o delegado Guilherme Pompeo, o estabelecimento funcionava de forma irregular desde 2021. A proprietária do pet shop, de 45 anos, se apresentou espontaneamente à polícia nesta quarta-feira (20), acompanhada de advogado.

Ela chegou a ser presa, mas foi liberada poucas horas depois após pagar fiança de R$ 4,8 mil, equivalente a três salários mínimos.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) apontaram que o pet shop operava na própria residência da suspeita. Segundo a polícia, ela buscava os animais nas casas dos tutores e realizava os serviços no imóvel clandestino.

Quando equipes da perícia chegaram ao endereço cadastrado da empresa, encontraram o local fechado e sem sinais de funcionamento. Conforme a Polícia Civil, os equipamentos usados no atendimento dos animais haviam sido retirados antes da perícia técnica.

  1. Caso de cachorro queimado leva Conselho a reforçar regras para pet shops

  2. Cachorro queimado em pet shop clandestino fica em pé pela 1ª vez desde a internação

  3. Pet shop clandestino investigado por queimaduras em cachorro funcionava desde 2021

  4. Pet shop irregular passa a ser investigado após cachorro ter corpo queimado

  5. Cachorro que sofreu queimaduras em pet shop é transferido para hospital veterinário

  6. Cachorro queimado em pet shop reage após transfusão, mas rins seguem em estado crítico

  7. Caso de cachorro queimado leva Conselho a reforçar regras para pet shops

  8. Dona de pet shop presa por queimaduras em cachorro é solta após fiança de 3 salários mínimos

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia