Forças Armadas corta ultraprocessados em nova norma

O Ministério da Defesa publicou nesta quinta-feira (28), no Diário Oficial da União, uma nova doutrina de alimentação e nutrição voltada às Forças Armadas do Brasil. A medida substitui normas que estavam em vigor desde 2018.

Militares das Forças Armadas terão novas regras para alimentação. | (Foto: CIAGA)

Segundo o Governo Federal, o objetivo é padronizar as diretrizes alimentares no Exército, Marinha e Aeronáutica, com foco na saúde da tropa, desempenho operacional e segurança alimentar.

A 3ª edição da Doutrina de Alimentação e Nutrição das Forças Armadas vai ter a priorização de alimentos frescos ou minimamente processados, além da redução de produtos com excesso de açúcar, sódio, gorduras saturadas, gorduras trans e aditivos artificiais.

A publicação também prevê maior fiscalização dos gêneros alimentícios adquiridos pelas Forças Armadas, com controle sanitário, rastreabilidade e monitoramento em todas as etapas da cadeia alimentar, desde o transporte até a distribuição das refeições.

O texto também destaca ainda a necessidade de prevenção contra contaminações intencionais ou acidentais em alimentos e água consumidos pelos militares. Para isso, estabelece protocolos de defesa alimentar, auditorias periódicas, análises laboratoriais e medidas de resposta rápida em casos de suspeita de contaminação.

Segundo o Ministério da Defesa, a alimentação militar passa a ser tratada como elemento estratégico para manutenção da capacidade operacional das tropas, principalmente em operações de campo e missões em áreas remotas.

Alimentação adaptada nas Forças Armadas

A doutrina também recomenda que os militares recebam alimentação adequada às exigências físicas e cognitivas de cada missão, levando em consideração fatores como clima, intensidade das operações, idade, sexo e desgaste físico.

Outro ponto é o incentivo ao uso de alimentos regionais e produtos da agricultura familiar, além da adoção de práticas sustentáveis para redução de desperdícios e melhor aproveitamento dos alimentos.

A decisão também trará investimento em pesquisa e inovação voltadas à alimentação militar, incluindo desenvolvimento de rações operacionais, suplementos e tecnologias para conservação e transporte de refeições em ambientes extremos.

A nova regulamentação vale para organizações militares que realizam atividades de preparo, armazenamento, manipulação, transporte e distribuição de alimentos e água, incluindo operações conjuntas e grandes eventos.

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