A história de uma família que transformou desafios em inspiração ganha as telas nesta sexta-feira (22), em Cáceres (MT). O curta-metragem independente “A Corrida pela Vida” será exibido às 19h, na Câmara Municipal do município, com entrada gratuita. A produção é baseada na trajetória real da jovem mato-grossense Rebeca Campos Lugo Marin, de 19 anos, diagnosticada com paralisia cerebral, e na luta diária dos pais, Alexandre Marin e Alessandra Maciel, em busca de inclusão, qualidade de vida e esperança.
Dirigido por Júnior Kawano, com roteiro de Vini Bulhões, o filme foi gravado ao longo de 45 dias entre Cáceres e Cuiabá e mobilizou moradores das duas cidades durante a produção. A obra combina cenas documentais e dramatizações para retratar a rotina da família e a relação construída a partir do esporte.
No elenco, Maycon de Paula e Fernanda Acosta interpretam os pais de Rebeca, enquanto Rafaela Marques, Luana Dantas e a pequena Lavínia Andrade dão vida à protagonista em diferentes fases da narrativa.
Segundo o diretor Júnior Kawano, o objetivo do curta foi preservar a essência humana da história. “O filme mostra o Alexandre não como um herói inalcançável, mas como um pai comum que decidiu não desistir da filha. A comunidade de Cáceres abraçou o projeto e transformou essa história em algo coletivo”, afirmou.
Mais do que abordar competições esportivas, “A Corrida pela Vida” destaca os desafios enfrentados pela família ao longo dos anos, incluindo dificuldades financeiras, barreiras sociais e a busca por apoio e acessibilidade. Foi nas corridas de rua que Alexandre encontrou uma maneira de ampliar as possibilidades da filha e dar visibilidade à causa da inclusão.
Desde 2019, pai e filha participam juntos de provas esportivas. Um dos momentos mais marcantes foi a participação na Corrida de Reis, em Cuiabá, quando os dois completaram os 10 quilômetros da tradicional prova.
Alexandre relata que o esporte transformou não apenas a vida da filha, mas também a dele. “Eu fiz faculdade de Educação Física para aprender a cuidar dela e ajudá-la nos treinos. Muitas vezes treinávamos em casa porque não tínhamos condições de pagar acompanhamento particular. Hoje ela está firme, forte e cheia de vontade de vencer”, contou.

O pai também revelou a emoção de ver a história da família retratada no cinema. “Toda vez que vejo as cenas, eu me emociono, porque lembro de tudo o que enfrentamos até aqui. É um sentimento de gratidão por todos que acreditaram no projeto”, disse.
A expectativa da produção é que a exibição reúna moradores da cidade e provoque reflexão sobre inclusão, acessibilidade e o papel do esporte como ferramenta de transformação social.