Cápsula do tempo fechada em 2016 é aberta em Sorriso e nova edição guardará cartas até 2036

Uma cerimônia carregada de emoção e resgate histórico marcou a manhã desta quinta-feira (21) no Centro Histórico-Cultural Benjamin Raiser, em Sorriso.

Autoridades municipais, pioneiros e estudantes se reuniram para a abertura oficial da cápsula do tempo lacrada há exatamente 10 anos, durante as celebrações do trigésimo aniversário de emancipação político-administrativa do município, em 2016.

O evento contou com a presença do prefeito Alei Fernandes, da primeira-dama e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes, e da secretária de Cultura, Marisa Neto, além de alunos do 3º e 4º ano da Escola Municipal Papa João Paulo II, representando a nova geração de sorrisenses.

Sonhos de infância e o reflexo do desenvolvimento

O acervo de cartas foi produzido em 2016 por crianças da rede municipal de ensino que visitavam a Exporriso. Na ocasião, elas foram estimuladas a responder à pergunta-chave: “Como você idealiza a nossa querida Sorriso daqui 10 anos?”. Os textos recuperados revelam as projeções, a pureza e os desejos estruturais que os estudantes da época alimentavam para o futuro do município.

O momento da abertura teve um significado particular para o prefeito Alei Fernandes, que se emocionou ao resgatar a própria trajetória. Em 2016, ano em que a cápsula foi enterrada, Fernandes atuava na liderança civil como presidente da comissão organizadora da Exporriso, acompanhando de perto a expansão socioeconômica que transformou a cidade ao longo da última década até assumir o Executivo.

Origem literária e a projeção para o cinquentenário

A mecânica da cápsula do tempo nasceu nos bastidores de uma grande exposição fotográfica e documental coordenada pelo pioneiro Eugênio Destri. O levantamento de dados e imagens capitaneado por Destri na época serviu de base para a publicação do livro de memórias “A História de Sorriso em Fotografias”, tornando-se um marco para a preservação da identidade cultural local.

“A proposta surgiu como forma de preservar memórias e criar uma conexão real entre diferentes gerações de sorrisenses”, pontuou a organização do evento.

O projeto de conexão temporal não será interrompido. A Secretaria de Cultura informou que a ação terá continuidade imediata: até o mês de dezembro, uma nova rodada de redações e cartas será coletada junto aos estudantes do município. Esse novo lote de mensagens será lacrado em uma nova cápsula, com abertura programada exclusivamente para o ano de 2036, período em que Sorriso celebrará o seu cinquentenário (50 anos) de fundação e emancipação política.

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