Operação contra garimpo ilegal apreende explosivos, mercúrio e destrói maquinário em MT

Uma operação integrada de órgãos federais causou um prejuízo estimado em R$ 83,6 milhões ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. A força-tarefa durou oito semanas e realizou 897 ações de fiscalização, com destruição de máquinas pesadas, equipamentos, acampamentos e combustíveis usados na extração ilegal de ouro.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a operação começou com uma estratégia de “sufocamento econômico” das organizações criminosas, para inviabilizar a atividade ilegal por meio da destruição de equipamentos de alto custo.

💰

R$ 83,6 milhões

de prejuízo ao garimpo ilegal

🕵️

897 ações

de fiscalização realizadas

👥

4.533 pessoas

abordadas durante a operação

🚔 41 prisões em flagrante

📊 Balanço da operação

⛏️ Escavadeiras destruídas 24
🚜 Trator inutilizado 1 trator de esteira
⚙️ Motores de sucção destruídos 618
🔋 Geradores inutilizados 242
🏕️ Acampamentos destruídos 142
🧯 Mangueiras inutilizadas 1.040
⛽ Óleo diesel eliminado 57 mil litros
🔥 Gasolina eliminada 4 mil litros
☣️ Mercúrio apreendido 824,6 gramas

Ao longo da ação, 4.533 pessoas foram abordadas e 41 foram presas em flagrante por envolvimento com o esquema. As equipes também apreenderam 755 quilos de explosivos, armas de fogo e munições.

Durante as oito semanas, os agentes isolaram áreas invadidas e destruíram 142 acampamentos usados como base pelos garimpeiros. Também foram inutilizadas 1.040 mangueiras de alta polegada, além de 24 escavadeiras hidráulicas, um trator de esteira, 618 motores estacionários de sucção e 242 geradores de energia elétrica.

A operação ainda retirou de circulação mais de 57 mil litros de óleo diesel e 4 mil litros de gasolina, combustíveis usados para manter o maquinário em funcionamento. Também foram apreendidos 824,6 gramas de mercúrio bruto, substância altamente tóxica usada no garimpo e que contamina rios da bacia do Sararé.

A contaminação por mercúrio compromete a água, a segurança alimentar e o futuro das famílias indígenas que vivem na região.

Garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. – Foto: Reprodução

Operação integrada

A operação foi coordenada pela Casa Civil da Presidência da República e realizada por meio de uma articulação federal que envolve diversos órgãos federais, em razão de uma ação judicial do Ministério Público Federal (MPF).

A operação envolve a atuação de ministérios, forças de segurança pública, órgãos ambientais e agências reguladoras, como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério dos Povos Indígenas, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Polícia Federal (PF), Força Nacional e Forças Armadas, bem como a Defensoria Pública da União (DPU).

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