A Justiça de Mato Grosso marcou a data da audiência de instrução e julgamento do investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, Manoel Batista da Silva, réu por estuprar uma detenta na Delegacia de Sorriso (MT) em dezembro do ano passado. O ato será realizado de forma virtual no dia 11 de junho.
Conforme a decisão de sexta-feira (8) do juiz da 2ª Vara Criminal de Sorriso, Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, deverão ser intimadas tanto testemunhas do Ministério Público (MPMT) quanto da defesa para depor.
Nesta etapa processual, o juiz reúne as partes para colher provas orais e esclarecer fatos. A audiência pode ser realizada de forma presencial no fórum ou por videoconferência.
Deverão ser ouvidas a vítima, as testemunhas convocadas pelo Ministério Público as testemunhas de defesa. Na sequência, o réu é interrogado e passa-se para as alegações finais.
Manoel encontra-se atualmente preso na Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães. A unidade funciona como uma referência no estado de Mato Grosso para o recolhimento de servidores dos órgãos de segurança pública e da Justiça, tanto da ativa quanto aposentados.
O Primeira Página busca contato da defesa de Manoel Batista da Silva para um posicionamento ou manifestação sobre os fatos. Espaço segue aberto.
O crime
A prisão de Manoel aconteceu no dia 1º de fevereiro deste ano, resultado de uma investigação que apura o crime sexual dentro da unidade policial contra a detenta, que tem 25 anos. A vítima acusa o servidor de estuprá-la 4 vezes na noite em que permaneceu na delegacia, entre 8 e 9 de dezembro de 2025.
No dia 12 de fevereiro deste ano, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso confirmou, por meio de exame de DNA, que houve conjunção carnal entre um investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva, e a mulher que estava sob custódia.
O resultado pericial apontou o servidor público como autor do crime de violência sexual.

Relatos de outras detentas que estavam na delegacia no dia dos fatos com a vítima descreveram que a mulher apresentava “estado emocional visivelmente abalado”. Uma das testemunhas afirmou que a viu sendo retirada da cela e voltar chorando, sem revelar o motivo do pranto.
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