Operação Buraco Sem Fim prende Rudi Fiorese, chefe da Agesul e ex-secretário de Campo Grande

O atual diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fiorese, está entre os alvos da operação Buraco Sem Fim, que investiga fraudes em contratos de manutenção das ruas de Campo Grande. Conforme informações preliminares, ele foi preso na manhã desta terça-feira (12), por equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).

Rudi Fiorese foi secretário da Sisep entre 2017 e 2023 (Foto: Governo de MS)

O envolvimento de Rudi na operação tem ligação com a atuação quando responsável pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), entre 2017 e 2023.

O ex-secretário foi preso em casa, nas primeiras horas do dia, e levado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário – Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil. Em frente à unidade, Werther Sibut de Araujo, advogado responsável pela defesa de Rudi, afirmou que não vai se manifestar até ter conhecimento sobre o teor da investigação.

Em nota, o governo do estado confirmou o envolvimento de Rudi na ação e informou que já pediu à diretor-presidente do cargo exoneração do cargo (leia na íntegra no fim da matéria).

Rudi deixou a Sisep em janeiro de 2023. Meses depois, foi alvo da operação Cascalho de Areia, que também apurava fraudes nos contratos de tapa-buraco de Campo Grande.

Mesmo sob investigação, assumiu cargos de assessor do secretário e diretor-executivo e de infraestrutura rodoviária da Agesul. Em fevereiro deste ano, assumiu como diretor-presidente.

Investigações

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Sisep na manhã desta terça-feira (Foto: Marcos Vínicius)

Segundo o Ministério Público, a investigação que resultou na operação Buraco Sem Fim constatou a existência de uma organização criminosa que frauda, sistematicamente, a execução do serviço de tapa-buraco em Campo Grande, por meio da manipulação de medições e de pagamentos indevidos.

As investigações revelaram pagamentos públicos por serviços que não foram realizados, resultando no “enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”.

Ainda de acordo com o Ministério Público, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02.

Além de Rudi, outros dois nomes já investigados na Cascalho de Areia voltaram a ser presos nesta terça-feira: Edivaldo Aquino, coordenador do tapa-buracos, e Mehdi Talayeh.

Ao todo, sete suspeitos foram presos. Nesta manhã, eles são levados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol.

Apreensões

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R$ 429 mil em dinheiro foi apreendido | (Divulgação)

Além das prisões, dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Durante o cumprimento foram encontrados valores altos em dinheiro vivo na casa de dois investigados, que somaram R$ 429 mil.

Leia a nota do Seilog

A Seilog esclarece que tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação.
O diretor-presidente da Agesul figura por sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital, período ao qual a investigação se restringe.
A Seilog, comprometida com lisura e transparência na administração pública, acompanha o desenrolar da investigação, e já tomou as providências necessárias, com exoneração do servidor.

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