Você sabia que milhões de brasileiros convivem diariamente com dores intensas sem sinais aparentes no corpo? A fibromialgia, considerada uma síndrome crônica e incapacitante, voltou ao centro das discussões neste 12 de maio, data dedicada à conscientização sobre a doença.
A condição provoca dores musculares generalizadas, fadiga constante, alterações no sono e pode afetar diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, especialistas apontam que ansiedade, depressão e enxaqueca costumam acompanhar o quadro clínico.
Diagnóstico ainda enfrenta barreiras
O diagnóstico da fibromialgia é clínico e depende da análise dos sintomas apresentados ao longo do tempo. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, muitos pacientes relatam dificuldades para conseguir reconhecimento e acolhimento.
A falta de sinais visíveis frequentemente gera preconceito e desinformação, tornando ainda mais difícil o acesso ao tratamento adequado e ao atendimento prioritário.
Lei garante identificação para deficiências ocultas
Em Mato Grosso, a Lei nº 11.880/2022 instituiu o uso do Colar de Girassol para pessoas com deficiências ocultas, incluindo pacientes com fibromialgia. O acessório facilita a identificação e auxilia no atendimento prioritário em serviços públicos e privados.
A iniciativa estadual foi posteriormente ampliada para todo o país por meio da Lei Federal nº 14.624/2023, fortalecendo o reconhecimento dos direitos das pessoas diagnosticadas com doenças invisíveis.
Tratamento exige acompanhamento multidisciplinar
Segundo especialistas, o tratamento da síndrome dolorosa envolve diferentes abordagens para melhorar os sintomas e garantir mais qualidade de vida.
- Atividade física de baixo impacto;
- Acompanhamento psicológico;
- Uso de medicamentos;
- Terapias complementares, como acupuntura;
- Monitoramento médico contínuo.
Estudos indicam que pacientes acompanhados por uma rede de saúde estruturada podem apresentar melhora significativa dos sintomas.
Conscientização e acesso aos direitos
O debate sobre a fibromialgia também reforça a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e acesso ao tratamento. Para especialistas e representantes públicos, conscientizar a população é uma etapa fundamental para reduzir o preconceito enfrentado pelos pacientes.
A ampliação dos direitos das pessoas com fibromialgia busca garantir dignidade, inclusão e respeito para quem enfrenta diariamente os impactos da doença crônica.
Comente sua opinião sobre a importância da conscientização da fibromialgia e do reconhecimento dos direitos dos pacientes.
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