perícia descarta ‘grampo’ no gabinete de prefeita

Objetos apreendidos no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), semelhantes a equipamentos de escuta clandestina, foram periciados pela Polícia Civil, que concluiu que se tratavam de campainhas sem fio de uso residencial. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (8).

Segundo a polícia, no dia 20 de março, um guarda municipal em Várzea Grande relatou que, durante vistoria realizada no gabinete da prefeitura, foram encontrados supostos dispositivos de captação ambiental clandestina.

Polícia Civil conclui investigação sobre suposta escuta clandestina em gabinete da prefeita de VG. – Foto: Reprodução

Conforme laudo pericial, os dispositivos são destinados à transmissão pontual de sinais digitais de curto alcance, não possuindo componentes capazes de realizar captação de áudio, imagem ou dados ambientais, tampouco apresentando capacidade relevante de armazenamento de dados.

Com base nos dados técnicos, que concluíram que os aparelhos não apresentam características compatíveis com dispositivos de espionagem ou monitoramento de informações.

O delegado da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, Ruy Guilherme Peral da Silva, finalizou as investigações.

‘Escuta’ na Câmara de Várzea Grande

Outro caso semelhante foi registrado. Nesta sexta-feira (8) o vereador Bruno Rios (PL), líder da prefeita Flávia Moretti (PL) na Câmara Municipal de Várzea Grande, denunciou ter encontrado um dispositivo semelhante a uma escuta no gabinete dele na casa de leis. Objeto foi entregue a Polícia Civil.

Vereador de Várzea Grande, Bruno Rios, encontra suposta "escuta" instalada no gabinete. - Vídeo: Reprodução
Vereador de Várzea Grande, Bruno Rios, encontra suposta “escuta” instalada no gabinete. – Vídeo: Reprodução

Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo parlamentar na Polícia Civil na quinta-feira (7), Bruno chegou a delegacia acompanhado de um assessor. Ele contou que estavam retirando uma bandeira do estado de Mato Grosso e de Várzea Grande que ficava pendurada em uma canaleta do aparelho ar-condicionado.

Ao mexer na canaleta, descobriram um aparelho clandestino possivelmente usado para escuta ou captação de áudio. O objeto estava envolto por fita isolante na cor preta e um microfone pequeno fixado em uma das extremidades.

Caso em apuração

Primeira Página entrou em contato com a assessoria da Câmara Municipal de Várzea Grande para um posicionamento sobre o ocorrido e quais providências tem sido tomadas diante do fato.

Por meio de nota, a casa de leis informou que o assunto já vinha sendo debatido antes mesmo do objeto ser encontrado no local para garantir maior segurança institucional.

Foi dito ainda que apenas o vereador Bruno e seus assessores possuem as chaves de acesso ao gabinete, não havendo relatos de arrombamento nas portas de acesso exclusivo do parlamentar, o que afasta, em princípio, a possibilidade de ingresso de terceiros no local sem autorização do próprio vereador ou de seus assessores.

Confira na íntegra.

A assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Várzea Grande informa que, no dia 4 de abril, a direção da Casa já havia solicitado à Secretaria de Estado de Segurança Pública uma varredura técnica nas dependências do Legislativo para verificação da existência, ou não, de aparelho de escuta clandestina.

A Câmara esclarece que o tema já vinha sendo tratado internamente com seriedade e busca dar andamento aos procedimentos necessários para garantir maior segurança institucional.

Sobre o episódio envolvendo o vereador Bruno Rios, acerca de um suposto aparelho de escuta em seu gabinete, a Câmara informa que não foi comunicada oficialmente sobre o fato, suas circunstâncias, o suposto objeto ou eventuais testemunhas, tendo tomado conhecimento do caso apenas por meio da imprensa.

Também esclarece que, até o presente momento, não há conhecimento de que o vereador Bruno, que é advogado, tenha acionado formalmente a Guarda Municipal ou a Polícia Civil para acompanhamento da cadeia de custódia exigida para preservação das provas e garantia da legalidade da investigação.

Apesar da ausência de comunicação formal por parte do parlamentar, por dever de ofício, a Câmara informa que está adotando medidas para apuração do caso junto à Guarda Municipal e à Polícia Civil, mediante registro de boletim de ocorrência para verificação da veracidade dos fatos, além de reiterar aos órgãos competentes o pedido de varredura técnica em toda a estrutura da Casa de Leis.

A Câmara também solicitou esclarecimentos à Secretaria Administrativa da Casa, que informou que apenas o vereador Bruno e seus assessores possuem as chaves de acesso ao gabinete, não havendo relatos de arrombamento nas portas de acesso exclusivo do parlamentar, o que afasta, em princípio, a possibilidade de ingresso de terceiros no local sem autorização do próprio vereador ou de seus assessores.

Neste momento, a prioridade é garantir a segurança institucional, preservar a integridade dos gabinetes parlamentares e colaborar com qualquer investigação que venha a ser conduzida pelas autoridades competentes.

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