Foi realizado em Campo Grande (MS) o 2º embarque de ovinos por meio da Propriedade de Descanso de Ovinos para Abate (PDOA), localizada no Assentamento Estrela. A iniciativa permite que pequenos produtores da ovinocultura tenham acesso ao mercado formal, mesmo sem atingir individualmente o volume exigido pela indústria frigorífica.
A PDOA funciona como um ponto de concentração dos animais, onde produtores reúnem seus rebanhos para formar lotes padronizados. O modelo garante mais eficiência na comercialização, organiza a produção e viabiliza o escoamento dos ovinos dentro das exigências do setor industrial.
No local, os animais são recebidos, identificados e preparados para o embarque coletivo, seguindo critérios sanitários e de manejo definidos pelos órgãos de controle. A estrutura conta com curral, bebedouros e procedimentos obrigatórios que garantem segurança e rastreabilidade durante todo o processo.
A padronização dos ovinos é um dos principais requisitos da iniciativa. Para atender à indústria, os animais precisam apresentar características semelhantes, como peso, idade e acabamento, o que exige planejamento produtivo e acompanhamento técnico.

PDOA favorece pequenos produtores de ovinos
Neste segundo embarque, três produtores participaram da operação, reunindo 12 ovinos destinados ao frigorífico, todos dentro dos padrões estabelecidos. A técnica da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Thainara Farias da Rocha, explica que o modelo beneficia especialmente pequenos criadores.
“Os produtores formam um lote padrão para alcançar o volume necessário à comercialização. O principal desafio é manter os animais dentro do padrão exigido pela indústria”, afirmou.
Para os produtores, a PDOA trouxe mais regularidade às vendas. Cléber Rodrigues, criador da propriedade Jóia da Índia, relata que a forma de comercialização mudou. “Antes vendíamos mais no fim do ano. Agora, já é o terceiro abate em menos de um mês”, disse.

Já Ademir Garcia da Silva, da Estância Hoara, destaca que a união entre os criadores é essencial. Ele relata que: “sozinho é difícil atender o volume pedido. Com os produtores unidos, a venda se torna viável”.
A iniciativa integrada conta com o apoio da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semadesc), do Sistema Famasul e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
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