Jackson Pinto da Silva, 38 anos, suspeito de assassinar Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (6) e teve prisão mantida, pelo juiz João Bosco Soares da Silva, titular da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. Ele foi preso terça-feira (5), após confessar que matou a mulher e escondeu o corpo no quintal de uma casa pertencente a vítima, na capital.
Segundo as informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o processo tramita em segredo de justiça, por isso alguns detalhes não podem ser informados. No entanto, Jackson permanecerá preso de forma preventiva.
O principal suspeito do crime foi detido nessa terça-feira após contratar serviços de escavação para ocultar o corpo da companheira, que havia sido dada como desaparecida.
Aos operadores de máquinas, ele teria dito que iria construir um poço no imóvel e por isso precisava escavar o terreno do quintal da casa que pertencia a Nilza, no bairro Parque Cuiabá.
Depois disso, ele voltou a acionar o maquinário, desta vez sob o pretexto de nivelar o terreno, já após ter coberto a vítima com terra. O corpo foi encontrado a mais de dois metros de profundidade.
Os trabalhadores que realizaram o serviço confirmaram à Polícia Civil que foram chamados nas duas ocasiões.
Suposto desaparecimento e contradições
Segundo a delegada da Polícia Civil, Eliane Moraes, o marido da vítima procurou a delegacia por duas vezes. Na primeira, ele registrou o desaparecimento da mulher. Na segunda, alegou ser vítima de extorsão e que fez diversas transferências bancárias na tentativa de obter informações sobre Nilza.
A versão de extorsão levantou suspeitas, especialmente após familiares relatarem desconfiança sobre o relacionamento dos dois. Eles também informaram que o homem havia divulgado uma foto da mulher, sugerindo que ela estava bem.
No dia seguinte à postagem, o suspeito registrou o desaparecimento da esposa, o que aumentou as inconsistências no caso.

Diante das divergências, os investigadores aprofundaram a apuração e o convocaram para depor. Ele se dispôs a colaborar e autorizou que uma equipe fosse até uma das casas da vítima. No local, as contradições se intensificaram.
Confrontado, o suspeito confessou ter matado a mulher e indicou outra casa, que também pertencia à Nilza, mas na qual ela não morava, onde o corpo havia sido enterrado.

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