O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (29), uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo voltada a brasileiros que pretendem viajar para a Copa do Mundo de 2026. A principal proposta é alertar sobre a importância da vacina para proteger os viajantes e reduzir o risco de reintrodução da doença no Brasil, diante do aumento de casos no exterior.
Embora o país mantenha o status de país livre da circulação do sarampo, o cenário internacional exige atenção. A intensificação do fluxo de pessoas para eventos de grande porte, como a Copa do Mundo, eleva o risco de importação de casos, segundo o ministério.
A orientação é que os viajantes verifiquem e atualizem a caderneta de vacinação antes do embarque, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. A vacina é considerada a forma mais eficaz de proteção individual e coletiva e pode ser tomada a qualquer momento, caso haja doses em atraso. Quem não vai viajar também deve conferir se está com a vacinação em dia.
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”. Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses. Já adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.
Casos de sarampo no exterior
Estados Unidos (EUA), Canadá e México concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, nestes países são compatibilizados os seguintes números:
- EUA: Em 2025 foram confirmados 2.144 casos e em 2026 o país já soma mais 1.792 registros.
- Canadá: Em 2025 foram confirmados 5.062 casos, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Em 2026, o número chega a 907 casos.
- México: Em 2025 foram confirmados 6.152 casos e em 2026 o país já soma 10.002 registros.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de proteção prévia, especialmente para pessoas que participarão de eventos com grande concentração de público, como a Copa do Mundo de 2026.
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