Bebê de 1 ano é reanimado após parada cardíaca e médicos suspeitam de abuso sexual

Um casal, de 25 e 31 anos, está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de abusar de um bebê, de 1 ano, filho da mulher. O caso ocorreu na manhã desta terça-feira (28), em uma casa localizada no bairro Santa Luzia, em Campo Grande.

Fachada da Depca, onde o caso foi registrado (Foto: Divulgação)

Conforme boletim de ocorrência, uma motorista de aplicativo acionou a Polícia Militar, informando que uma passageira estava no carro desesperada, dizendo que o filho havia acabado de morrer em casa.

Os agentes foram até o local e encontraram o menino sem sinais vitais. Foi realizada manobra de reanimação, até que socorristas do Samu chegassem à residência. Assim que a equipe médica chegou, assumiu o serviço e conseguiu trazer o bebê de volta à vida.

Enquanto era encaminhado à Santa Casa, o médico que estava na ambulância constatou que a vítima apresentava diversos hematomas pelo corpo, inclusive nos órgãos genitais.

A polícia foi informada e, quando os militares questionaram a mãe, ela relatou que saiu por volta das 6h de casa, deixando o filho sozinho com o padrasto. O homem informou que a criança ficou mamando, mas por volta das 6h40, ao dar banho nele, notou que o bebê não respirava. Nesse momento, ele ligou para a esposa, que retornou ao local em carro de aplicativo.

Quando ao hematoma, o rapaz disse que a criança sofreu uma queda no banheiro, na segunda-feira (27), mas que não o levou ao hospital, apenas aplicou gelo. O machucado iniciava na parte de cima da cabeça e seguia até a região do olho.

No hospital, a equipe médica constatou hematomas nos órgãos genitais, costas e pernas. Algumas lesões não eram recentes, segundo os socorristas.

A mãe contou que viu os hematomas no corpo do filho, na tarde de segunda-feira (27), mas não questionou o marido sobre o que havia ocorrido. Além disso, o suspeito informou que ela já perdeu a guarda de outras três crianças, e que utilizaram droga na noite de ontem.

A perícia foi acionada e encontrou manchas de sangue no cobertor da criança e na cama do casal. Ambos foram encaminhados à Delegacia Especializada na Proteção à Criança e ao Adolescente, onde o caso foi registrado como maus-tratos, estupro de vulnerável, tentativa de estupro, lesão corporal de natureza grave e omissão de socorro.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia