Com epidemia da doença, Dourados começa vacinação contra chikungunya

Após o decreto de situação de calamidade pública diante da epidemia de chikungunya, Dourados deu início a vacinação contra a doença nesta segunda-feira (27). A ação acontece após inúmeros casos serem registrados na reserva indígena e depois nos bairros da cidade.

Vacinação contra a chikungunya começou nesta segunda-feira (27) | (Foto: Evelyn Mendonça/TV Morena)

Em 20 de março, o prefeito Marçal Filho (PSDB) editou o decreto declarando situação de emergência em saúde pública no município. Uma semana depois, ele editou outro decreto, declarando situação de emergência em defesa civil nas áreas afetadas por casos de chikungunya.

O comunicado cita ainda cenário epidemiológico crítico em Dourados, com elevado número de notificações de chikungunya, ultrapassando 6.186 casos prováveis, além de uma taxa de positividade para a doença de 64,9%.

No dia 16 de abril, MS recebeu 20 mil doses da vacina contra a chikungunya, enviadas pelo Ministério da Saúde.

A vacina contra a chikungunya possui esquema de dose única e é indicada para pessoas com idade entre 18 e 59 anos. Por se tratar de um imunizante de vírus vivo atenuado, há restrições: não deve ser aplicada em gestantes, puérperas, pessoas imunocomprometidas ou com doenças crônicas descompensadas, além de indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da fórmula.

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Vacinação contra a chikungunya começou nesta segunda-feira (27) | (Foto: Evelyn Mendonça/TV Morena)

Regras definidas pelo Ministério da Saúde preveem que apenas pessoas com mais de 18 anos e menos de 60 anos podem receber a vacina. A meta é vacinar pelo menos 27% da população-alvo, o que corresponde a cerca de 43 mil pessoas.

A dose NÃO pode ser aplicada nos seguintes casos:

  • gestantes ou lactantes;
  • pessoas que façam uso de medicamentos imunossupressores, como corticóides em altas doses;
  • pessoas com imunodeficiência congênita;
  • pessoas que estão em tratamento de câncer com uso de quimioterapia e radioterapia; em transplantados de órgão sólido;
  • transplantados de medula óssea há menos de dois anos;
  • pessoas com HIV/aids;
  • pessoas com doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatóide;
  • pessoas com pelo menos duas condições médicas crônicas, incluindo diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmia cardíaca, doença pulmonar crônica, doença renal crônica, obesidade, doença hepática crônica e câncer (em tratamento ou em remissão).

A vacina também não pode ser aplicada em pessoas que tenham tido chikungunya nos últimos 30 dias; que estejam em estado febril grave; que tenha recebido outra vacina de vírus atenuado nos últimos 28 dias; e/ou que tenham recebido vacina de vírus inativado nos últimos 14 dias.

*Com informações Agência Brasil

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