Três dias depois de sancionar a lei que proíbe mulheres transexuais de usarem banheiros femininos em Campo Grande, a prefeita da capital, Adriane Lopes (PP), se manifestou sobre o assunto no Instagram. Em vídeo, a prefeita ratificou a decisão.
Assista no vídeo a seguir.
“Eu respeito todas as opções sexuais, mas cheguei ao óbvio de ter que sancionar uma lei para resguardar o direito das mulheres. Olha que absurdo nós chegamos: ou a gente resguarda os nossos direitos ou daqui a pouco vamos perder a identidade de mulher. E hoje, como mulher, como prefeita, eu vou lutar pelas mulheres, resguardando os nossos direitos e pontuando o respeito. A gente respeita todas as opções sexuais, mas cheguei ao óbvio de ter que defender não só o meu direito, mas o das mulheres de Campo Grande.”
Adriane Lopes (PP).
A fala ocorreu em uma escola no Jardim Anache, durante o Mutirão Todos em Ação de vacinação contra a gripe.
Análise do MPMS
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul analisa a constitucionalidade da lei, que gerou reações de entidades, estabelecimentos e do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Queer, Intersexuais, Assexuais e demais identidades de gênero (LGBTQIA+) em Campo Grande.
Leia aqui.
Por dentro do assunto
Segundo entidades médicas e psicológicas internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Americana de Psicologia (APA), a transexualidade não é uma escolha, mas uma expressão da identidade de gênero, como qualquer outra.