Nesta sexta-feira (17), brasileiros se despediram do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos, em São Paulo, após complicações do câncer no cérebro.
Conhecido como “Mão Santa”, ele deixou grande legado, somando 49.737 pontos, marca que o coloca entre os maiores pontuadores da história do basquete mundial. O apelido, assim como a carreira, não poderia deixar de ser mais emblemático.
Foi durante uma participação no quadro O Que Vi da Vida, exibido em 2016 no Fantástico, que o jogador fez uma reflexão sobre o esforço na carreira e, quase sem querer, determinou o apelido:
“Quanto mais eu treino, mais minha mão é santa”, disse o jogador.
Naquele dia, ele também falou sobre a trajetória com a franqueza e o carisma que o tornaram ídolo dentro e fora das quadras. Oscar revelou que, na infância, sonhava em ser jogador de futebol, mas desistiu por se considerar desengonçado demais — foi no basquete que encontrou seu verdadeiro caminho.
Legado no basquete
Pela Seleção Brasileira, Oscar Schmidt deixou um legado difícil de ser igualado. Disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e segue como o maior cestinha da história da competição, com 1.093 pontos. Mais do que recordes, era a referência técnica e emocional de um time que marcou época.
O momento mais emblemático da carreira veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos. Na ocasião, liderou o Brasil em uma vitória histórica sobre os donos da casa, anotando 46 pontos em uma das atuações mais icônicas do esporte nacional.
Recusou a NBA
O caminho dele também foi marcado por escolhas que reforçaram sua ligação com o país. Mesmo após ser draftado, optou por não atuar na NBA. Na época, jogadores da liga não podiam defender suas seleções em competições internacionais e ele decidiu permanecer fiel à camisa brasileira.
A luta contra o câncer
Desde o diagnóstico do câncer, em 2011, Oscar passou a compartilhar sua história em palestras e entrevistas, abordando temas como superação, disciplina e resiliência.
Ele enfrentou, ao longo de 15 anos, um tipo de câncer chamado glioma, localizado na parte frontal esquerda do cérebro. Na época, Schmidt realizou uma cirurgia para a retirada do tumor de grau 2, considerado baixo.
Em 2013, o ex-jogador iniciou uma nova luta contra a doença. Foi identificada a progressão do tumor para grau 3, exigindo uma nova operação e sessões de radioterapia.
Em 2022, 11 anos após o diagnóstico, Oscar afirmou estar curado e disse ter interrompido as sessões de quimioterapia. Em uma entrevista, naquele ano, ele declarou ter parado o tratamento por conta própria.

Ele foi internado em São Paulo após sentir um mal-estar e precisou receber atendimento médico, na tarde desta sexta-feira. Pouco depois, a morte foi confirmada.
Em nota, a família de Oscar lamentou a morte e lembrou sua trajetória. O velório e o enterro serão restritos à família e amigos. Oscar deixa a esposa e dois filhos.
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