O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, também conhecido como “Mão Santa”, morreu na tarde desta sexta-feira (17), em São Paulo. Ele enfrentava desde 2011 um câncer no cérebro. A morte foi confirmada pela TMC.
Ídolo de gerações, Oscar construiu uma carreira que ultrapassa números. Ao longo de décadas nas quadras, somou 49.737 pontos, marca que o coloca entre os maiores pontuadores da história do basquete mundial.
Pela Seleção Brasileira, deixou um legado difícil de ser igualado. Disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e segue como o maior cestinha da história da competição, com 1.093 pontos. Mais do que recordes, era a referência técnica e emocional de um time que marcou época.
O momento mais emblemático da carreira veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos. Na ocasião, liderou o Brasil em uma vitória histórica sobre os donos da casa, anotando 46 pontos em uma das atuações mais icônicas do esporte nacional.

A trajetória de Oscar também foi marcada por escolhas que reforçaram sua ligação com o país. Mesmo após ser draftado, optou por não atuar na NBA. Na época, jogadores da liga não podiam defender suas seleções em competições internacionais e ele decidiu permanecer fiel à camisa brasileira.
Desde o diagnóstico do câncer, passou a compartilhar sua história em palestras e entrevistas, abordando temas como superação, disciplina e resiliência.
Ele foi internado em São Paulo após sentir um mal-estar e precisou receber atendimento médico.