Carne bovina impulsiona receita em MT, que cresce 74% no 1º trimestre

A receita de Mato Grosso com exportações de carne bovina disparou no primeiro trimestre de 2026, acompanhando o avanço no volume embarcado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nessa segunda-feira (13), apontam que o faturamento cresceu 74,71% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a produção avançou 53,39%.

O melhor resultado nos Emirados Árabes é consequência de uma abertura de mercado já colocada em prática desde 2025, liderada pelo Ministério da Agricultura (MAPA) – Foto: Sedec-MT

No total, as exportações mato-grossenses atingiram 251,83 mil toneladas equivalentes carcaça (TEC) entre janeiro e março, volume recorde para o trimestre na série histórica e que representa 26,72% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período.

O desempenho também elevou a receita a um novo patamar, somando US$ 1,11 bilhão, impulsionada tanto pelo aumento da demanda externa quanto pela valorização da tonelada embarcada, cotada, em média, a US$ 4,54 mil.

A China manteve a liderança como principal destino da carne bovina mato-grossense, respondendo por 50,82% dos embarques, com 127,97 mil TEC. Em termos de receita, o país asiático importou US$ 550,83 milhões no trimestre, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025.

Já os Estados Unidos ampliaram sua participação, com 9,14% do volume exportado (23,03 mil TEC) e US$ 105,89 milhões em compras, um salto de cerca de 103% na comparação anual, mesmo diante de sobretaxações aplicadas ao produto brasileiro.

Carne bovina
Com a reversão do ciclo pecuário em Mato Grosso, a oferta de carne tende a reduzir, já que as fêmeas que antes iriam para o abate passam a ficar retidas para reprodução. – Foto: Secom-MT

Outros mercados relevantes no período foram Chile (US$ 69,40 milhões), Rússia (US$ 63,67 milhões) e Emirados Árabes Unidos (US$ 36,01 milhões). Juntos, os cinco principais destinos concentraram 72,7% do valor exportado. Entre os destaques, os Emirados Árabes ganharam espaço rapidamente, saltando da 15ª para a 5ª posição no ranking, com alta de 222,4% nas compras.

No contexto global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revisou suas projeções e passou a indicar que o Brasil deve se manter como o maior produtor mundial de carne bovina em 2026, com produção estimada em 12,37 milhões de toneladas, equivalente a 20% do total global.

A revisão considera uma queda mais branda da produção brasileira, de 1,86%, diante do bom desempenho observado no início do ano. Apesar disso, a expectativa é de recuo de 2,40% nas exportações brasileiras ao longo de 2026, estimadas em 4,28 milhões de toneladas.

O recuo foi influenciado pela mudança de fase na produção de gado, levando em consideração a retenção de fêmeas para reprodução, além de fatores externos como restrições impostas pela China.

Cenário Nacional

A produção de carnes no Brasil deve se manter em patamar elevado em 2026, com estimativa de alcançar cerca de 33,38 milhões de toneladas, considerando as cadeias de aves, suínos e bovinos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Juntas, as produções de carne de frango e suína devem ultrapassar a marca de 22 milhões de toneladas, atingindo o maior volume da série histórica.

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