A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) deu um passo decisivo no fortalecimento da permanência estudantil com a aprovação de uma nova tabela de preços para os seus Restaurantes Universitários (RUs). A decisão, sacramentada pelo Conselho Universitário (Consuni) em sessão realizada nesta terça-feira (31), reduz o custo das três principais refeições do dia, beneficiando diretamente milhares de alunos que dependem da estrutura da instituição para manter sua rotina acadêmica. Sob aplausos e comemoração dos estudantes que acompanharam a votação, a medida passa a valer de forma imediata em todos os campi.
Com a reformulação dos valores, o café da manhã, que antes custava R$ 1,00, teve seu preço reduzido pela metade, passando a ser ofertado por apenas R$ 0,50. Já o almoço e o jantar, que pesavam R$ 2,50 cada no orçamento dos discentes, agora saem por R$ 1,50. Essa redução de 40% nas refeições principais e 50% no desjejum representa um alívio financeiro direto para o corpo estudantil, especialmente para aqueles que permanecem na universidade durante os três períodos.
A viabilidade econômica dessa redução não foi fruto de um aporte externo extraordinário, mas sim de uma reestruturação interna rigorosa liderada pela reitoria. Segundo a reitora Marluce Souza e Silva, o novo tarifário é o resultado de um trabalho de 17 meses focado na eficiência administrativa. A gestão conseguiu reduzir despesas operacionais significativas, como os custos com energia elétrica e contratos de manutenção predial, permitindo que o saldo economizado fosse reinvestido diretamente no subsídio alimentar.
Para a administração central, a medida reafirma que a assistência estudantil deve ser tratada como prioridade estratégica e não apenas como um serviço básico. Ao baratear o custo de vida dentro do campus, a UFMT busca mitigar a evasão escolar e garantir que o aluno tenha condições dignas de focar em sua formação. A iniciativa demonstra que a otimização de processos técnicos e a zeladoria com as instalações físicas podem gerar benefícios sociais concretos, transformando a economia administrativa em suporte direto ao bem-estar da comunidade acadêmica.
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