A intervenção policial foi motivada pela denúncia de uma testemunha, que relatou episódios de gritos, xingamentos e destruição de patrimônio.
Ao chegarem ao local, os investigadores confirmaram o cenário de violência: móveis do quarto quebrados, uma janela e um climatizador danificados, além de marcas de socos nas paredes.
Mais do que o prejuízo material, a perícia e os relatos apontaram para um grave abalo psicológico sofrido pela vítima devido ao comportamento hostil do adolescente.
Acolhimento e medidas de proteção
Após a apreensão, a avó foi prontamente encaminhada ao Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (NEAM) de Canarana.
No local, ela recebeu suporte psicossocial e formalizou o pedido de medidas protetivas de urgência contra o próprio neto.
O adolescente, após os registros legais na delegacia, foi entregue ao seu responsável legal, seguindo os ritos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O episódio destaca a importância dos núcleos especializados da Polícia Civil no interior de Mato Grosso, que oferecem um ambiente seguro para que vítimas de violência doméstica — independentemente do parentesco com o agressor — possam buscar socorro e garantir a integridade física e mental dentro do próprio lar.