Uma capivara foi brutalmente agredida por um grupo de oito homens na madrugada deste sábado (21) na orla do do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ).
Imagens de câmeras de segurança mostram o animal caminhando pela rua por volta das 1h19, quando o grupo de homens surge carregando pedaços de madeira. Por outro ângulo, é possível ver o animal tentando fugir, enquanto é perseguido e cercado pelos agressores.
Ainda por meio das imagens, é possível ver que a capivara corre por alguns metros, mas cai após ser atingida várias vezes. Assim que o animal desaba, os agressores fogem do local. Moradores contaram à reportagem que o animal ficou gravemente ferido.
O animal pertence a uma família de capivaras que anda pelo local e que convive há anos com os moradores na região.
Na manhã deste sábado, a capivara voltou a ser vista caminhando pelo bairro e acabou se abrigando em um terreno baldio. Agentes da Patrulha Ambiental foram acionados para realizar a contenção e sedar o animal.
Pouco depois das 12h30, a capivara foi capturada. Ela será encaminhada ao Núcleo Veterinário de Vargem Grande, onde receberá atendimento especializado.


A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) disse que investiga o caso e que os agressores já foram identificados.
Caso semelhante ao do Cão Orelha
O caso da agressão à capivara é semelhante a outro caso que repercutiu nacionalmente neste ano: a morte do cão comunitário chamado Orelha, atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em uma ilha de Florianópolis (SC).
Conforme os laudos da Polícia Científica, o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa.
No dia seguinte, Orelha foi resgatado por populares e morreu em uma clínica veterinária por conta dos ferimentos. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, foi realizada a análise de mais de mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens.
Ao todo, foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens.
A investigação seguiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi concluída recentemente, após o depoimento do autor. Diante dos elementos e provas, a Polícia Civil finalizou os procedimentos policiais e encaminhou para apreciação do Ministério Público e Judiciário.
-
Filhote de onça é flagrado andando sozinho e fazendo primeira caça no Pantanal
-
Após 10 anos de amizade, capivara e anta são eutanasiadas juntas para evitar solidão
-
Caso Orelha: polícia conclui investigação e pede internação de adolescente
-
Protestos pelo país cobram justiça pela morte do cão Orelha